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Nutrição 26 de Março de 2019

Manter uma alimentação saudável, praticar exercício físico, controlar o estresse inerente ao viver e não aderir a hábitos nocivos à vida, são considerados na atualidade como pilares de um estilo de vida saudável. Confira as dicas da Nutricionista Márcia e melhore o seu dia a dia!

A atividade física é definida como um movimento corporal produzido pela contração muscular que substancialmente aumenta o gasto energético e produz, de modo geral, benefício a saúde. O exercício, um tipo de atividade física, é definido como a execução de movimento corporal planejado, estruturado e repetitivo para manter ou melhorar um ou mais componentes de aptidão (habilidade) física. A inatividade física denota um nível de atividade abaixo do necessário para manter a saúde.

Os benefícios da atividade física são bem conhecidos. A participação pode melhorar o condicionamento físico e a coordenação, desenvolver a autoestima e promover uma experiência social positiva para os atletas ou amadores. Já, a inatividade física aumenta o risco para doenças cardiovasculares.

Com avanço da obesidade e de outras doenças crônicas, em grande parte justificadas pelo sedentarismo cada vez mais prevalente em nossa sociedade e pelo consumo inadequado de alimentos, impõe a redução da gordura corporal e aumento da massa muscular como metas de esportistas e de pessoas que visam saúde, por que mais do que o peso as complicações advindas, como problemas cardiovasculares, metabólicos e disfunções em geral, causam danos à saúde.

O consumo energético é estimado para a manutenção das necessidades básicas de um indivíduo saudável, considerando idade, sexo, peso corporal, altura e nível de atividade física. Esse requerimento nutricional gera um balanço energético = calorias consumidas – calorias gastas. O resultado dessa equação, determina se este indivíduo vai engordar, emagrecer ou manter o seu peso.

Como a corrida e alimentação podem ser uma aliada na perda de peso?

Qual é o melhor exercício para auxiliar na perda de peso e manutenção da saúde?

O exercício físico é usualmente associado ao bem-estar dos seus praticantes. Dentre as suas diversas manifestações, a corrida apresenta-se com uma das modalidades com grande número de adeptos, tanto pela facilidade em sua prática, como pelos benefícios para a saúde e o baixo custo. Por essas e outras razões, a corrida de rua tem-se tornado popular.

A corrida é dos esportes que testa a resistência individual de cada um (individualidade), é um dos exercícios prediletos para quem quer perder peso com saúde, pois acelera o metabolismo, queima calorias de forma eficiente e faz com que o organismo continue acelerado após a execução do exercício.

E como aliar a corrida à perda de peso?

A associação da atividade física e uma dieta balanceada são descritas como ingredientes primordiais na busca da chamada qualidade de vida. Parece uma questão óbvia, mas não é, a nutrição surge como uma possibilidade de melhorar a qualidade e ajustar a quantidade da alimentação deste individuo, independente do seu nível (amador ou atleta). Pois não existe nenhuma recomendação  ou protocolo que autorize que após 1 hora de treino possa abusar da alimentação.

Pelo contrário, objetivo da alimentação é manter a saúde, melhorar a imunidade e o desempenho das corridas. Para tal, uma boa estratégia nutricional deve levar em conta o tipo e as necessidades nutricionais específicas de cada modalidade. Aqui falarei sobre corrida X alimentação e consequente perda de peso.

O passo a passo para uma alimentação caprichada

O primeiro passo é realizar uma avaliação nutricional inicial antes da prática, para o profissional identificar possíveis doenças ou intolerâncias que irão delinear algumas estratégias nutricionais. Mas o principal é investigar o estado nutricional deste corredor e que ele perceba quais são seus sabotadores na alimentação.

Aprender como deve ser sua alimentação durante todo o dia, evitando fazer jejum prolongado (a não ser que seja de estratégia), evitar pular refeições, não comer alimentos pesados e de difícil digestão, incluir proteínas em todas as refeições.

Antes do treino consumir Carboidratos sim, só que de baixo índice glicêmico, pois são absorvidos mais lentamente pelo organismo, sendo liberados aos poucos durante a corrida, evitando hipoglicemia, cansaço ou desmaio.

Já, após a corrida, beba líquidos como água, água de coco, água com limão, saborizada, chás para hidratar o corpo. Sua refeição pós treino deve ter uma fonte de carboidrato com proteina, para aumentar a reserva de glicogênio e recuperação muscular.

O uso de suplementação e géis de carboidrato, vai depender do tempo de treino e objetivo (meia ou maratona), porque requer mais tempo de treino.

É importante se ter clareza do papel da equipe para acompanhar o corredor ou corredora, para que todos os objetivos propostos sejam atingidos, como lesões possam ser evitadas.

A importância do acompanhamento com o Nutricionista

Quando o corredor, ou a corredora, tem como objetivo aliar a perda de pedo e participação em competições, torna-se ainda mais importante o acompanhamento com um nutricionista, pois é fundamental ao praticante uma ingestão alimentar adequada e suficiente de calorias, nutrientes e líquidos, por isso esse planejamento deve ser criterioso.

A prioridade é a organização das refeições, principalmente no pré e pós treino, para que seus estoques sejam devidamente repostos, consequentemente o praticante terá uma menor fadiga e maior rendimento. Já, se a alimentação não for adequada (quantidade e qualidade), o resultado poderá ser a perda de massa magra.

Além disso, uma ingestão baixa de vitaminas e minerais, pode gerar radicais livres, indesejáveis a um bom condicionamento, pois para os corredores, o estresse oxidativo, ocasionado pelo excesso de radicais livres, pode aumentar o risco de lesões, dificultar a melhora da performance, diminuir a imunidade, aumentando a suscetibilidade à resfriado e outras infecções.

Procure um nutricionista e melhore seu rendimento nas corridas e no seu dia a dia!

Bibliografia: Vários colaboradores. Manual de nutrição para o exercício físico. Editora Sueli longo - São paulo: Editora Atheneu, 2014

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